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sábado, 16 de junho de 2012

Documento com informações sobre o Xbox 720 vaza para a internet


Relatórios da Microsoft mostram algumas novas tecnologias e o preço previsto para o aparelho.

Seria esse o design do novo console da Microsoft? (Fonte da imagem: Reprodução/The Verge)
Como pudemos acompanhar na E3 2012, Microsoft e Sony não devem lançar novos consoles ainda este ano. Porém, muitas pessoas acreditam que em 2013 o bicho vai pegar, com os três principais fabricantes (Sony, Nintendo e Microsoft) investindo pesado em novos sistemas.
Mas, falando no video game da gigante de Redmond, segundo o site The Verge, vazaram para a internet alguns importantes documentos da empresa, que detalham informações a respeito do seu próximo console, tratado ali como “Xbox 720”.
Apesar de ser um relatório já antigo para o mundo da tecnologia, datado de agosto de 2010, o artigo aponta novidades que tem tudo para se confirmar, como uso do SmartGlass, menus com a interface Metro (a grande novidade do Windows 8) e Xbox TV.

Video game poderoso

O documento trata o Xbox 720 como “a única caixa de entretenimento necessária para se viver”. Ou seja, a Microsoft deve inserir uma grande gama de funcionalidades no próximo console. Ele provavelmente será compatível com tablets, celulares com Windows Phone e PC, tornando possível o desenvolvimento de aplicativos multiplataformas. O SmartGlass já é uma prova disso.
Conectividade com vários outros aparelhos (Fonte da imagem: Reprodução/The Verge)
O hardware do novo aparelho também precisa ganhar grandes melhorias para que ele possa centralizar todo o entretenimento de uma casa. Suporte ao Blu-ray, 3D nativo e resolução de 1080p são algumas das promessas presentes no relatório. Há a promessa de que o video game deve apresentar desempenho seis vezes superior ao Xbox 360.  
O melhor disso tudo é o preço: de acordo com os relatórios, o Xbox 720 já com o Kinect 2 não devem sair por mais de 299 dólares, cerca de 610 reais no câmbio de hoje – um preço extremamente competitivo para um video game novo.

Kinect 2 – mais precisão

O Kinect 2 também promete apresentar muitas novidades. Um dos grandes diferenciais deve ser o hardware dedicado, que teria como única função processar as informações obtidas pelo sensor de movimentos. Além disso, o aparelho deve ganhar suporte a até quatro jogadores, bem como melhorias em seu sistema de captura RGB e de áudio.
Kinect 2: diversão para até quatro jogadores (Fonte da imagem: Reprodução/The Verge)
Outra informação interessante dos documentos trata da interatividade entre os jogadores. A ideia seria fazer com que eles possam casar a jogabilidade sem controles com a utilização de periféricos. Dessa forma, ao invés de eliminar os gamepads, a Microsoft quer que tudo culmine em uma experiência mais imersiva possível.

Project Fortaleza, os óculos para o Kinect 2

Por fim, os relatórios também mostram um novo periférico para os aparelhos, algo que trabalharia de forma semelhante ao Project Glass da Google. Chamado nas imagens de "Fortaleza Glasses", nelas é possível perceber os seus diferentes usos.
Novo periférico também promete (Fonte da imagem: Reprodução/The Verge)
Ao que tudo indica, o “Fortaleza Glass” se comunicaria com o Kinect 2 e com o Xbox 720 por meio de conexões Wi-Fi, trazendo novas experiências com realidade aumentada. Nos documentos, o aparelho é previsto como um produto para 2014, de maneira que ele deve ser lançado tempos depois do novo console.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A Microsoft é mais open source do que você imagina


Com o passar do tempo, a Gigante de Redmond passou de inimiga a simpatizante do modelo de software de código aberto.

Depois de muita guerra, Microsoft cedeu ao código aberto (Fonte da imagem: Shutterstock)
“Primeiro eles te ignoram, depois riem de você, depois brigam, e então você vence”. Uma década atrás, essa citação de Mahatma Gandhi costumava ser muito utilizada pelos defensores do software livre para responder a provocações de grandes figurões da Microsoft e outras empresas de código fechado.
E pelo visto, o tempo mostrou que Gandhi sabia das coisas. Pelo menos é o que aponta o artigo de Richard Turner, para o blog All About Microsoft, da ZDNet. No texto, são listadas dez razões que reforçam o fato de que, hoje, o modelo open source é encarado com seriedade pela Gigante de Redmond, algo que, anos atrás, seria impossível imaginar.
Que tal percorrermos, então, a lista de exemplos levantada por Turner?

1. .NET: projetos e iniciativas livres

O .NET está repleto de projetos open source que, ao longo do tempo, ganharam papel fundamental em sua plataforma. Há ferramentas de testes, como a nUnit, frameworks como Ninject, AutoFac, Castle Windsor e StructureMap, além de sistemas de gerenciamento de conteúdos (CMS), como o Orchard e Umbranco. Também não podem ficar fora dessa lista os famosos IronPython e IronRuby, integração das linguagens de programação Ruby e Python com .NET.
Por mais que esses não sejam projetos de autoria da Microsoft, é inegável a colaboração deles para a adoção da plataforma .NET/Windows.

2. Chega de reinventar a roda

(Fonte da imagem: Shutterstock)
Uma das grandes críticas que os defensores do software livre faziam à Microsoft era o fato de a empresa de Bill Gates insistir em criar a sua própria versão de tecnologias já existentes no mundo open source. Hoje, a situação está um pouco diferente.
Para começar, a empresa lançou o ASP .NET MVC 3.0 com softwares de código aberto, com o JQuery e o Modernizr. Foi um dos primeiros lançamentos da Microsoft com conteúdo open source incluído. No ASP .NET 4.0, a Microsoft continuou a adotar projetos de software livre, inserindo o JQuery Mobile e o JSON.NET.

3. Gerenciamento de pacotes

Quase todo projeto open source que possui uma grande quantidade de bibliotecas e softwares extras que podem ser adicionados a ele possui um gerenciador de pacotes que facilita essa instalação e, se necessário, sua remoção. Basta uma linha de comando como “npm install express”, por exemplo, para que a biblioteca “express” passe a fazer parte de um projeto.
O .NET carecia de uma ferramenta dessas, mas um grupo de desenvolvedores da Microsoft acabou suprindo essa ausência com o NuGet, um gerenciador de código aberto e que, hoje, já conta com quase 6 mil pacotes disponíveis para instalação por meio dele, incluindo o JQuery, Modernizr, JSON.NET, ELMAH e outros. Todos torcem para que o desenvolvimento do NuGet continue dessa forma.

4. Windows, amigo do open source

Para defensores do Open Source, Bill Gates sempre foi um grande rival (Fonte da imagem: Shutterstock)
Muitas ferramentas open source são desenvolvidas em Linux ou outros sistemas baseados em UNIX. Por isso, não são nativamente compatíveis com Windows. Para contornar essa situação, foram criados diversos projetos que permitiam a execução dessas aplicações em um ambiente da Microsoft, como se o Linux estivesse sendo “emulado” no Windows. Porém, isso acarreta uma queda de performance nessas ferramentas.
Em boa parte dos casos, esse desempenho reduzido não traz implicações muito graves. Mas quando falamos de aplicações que exigem alta performance, esse tipo de emulação pode ser um problema. Um bom exemplo foi o caso do Node.js, software desenvolvido para a criação de aplicações escalonáveis na internet, em servidores web.
Para fazer com que o Node executasse com perfeição, a Microsoft abriu diálogo com os desenvolvedores e apoiou a adaptação de uma versão capaz de rodar nativamente no Windows, de maneira que o código-fonte do Node sofresse o menor impacto possível. Além disso, a Gigante de Redmond também lançou um software que permite a integração do Node que funciona com o IIS, o servidor web da MS. E adivinha? O código dessa aplicação também é aberto, o que significa que o usuário pode estudá-lo e modificá-lo, caso queira.

5. Microsoft tomando a iniciativa de projetos abertos

Outro ponto que chama atenção é o fato de que a empresa, que outrora era completamente contra o software livre, agora chega a tomar iniciativa. Ao ser rejeitada como contribuidora para o projeto Redis, um engine de banco de dados open source, a Microsoft foi aconselhada a criar um projeto paralelo do mesmo software e a mantê-lo com uma comunidade de pessoas interessadas. E foi exatamente o que a companhia fez.

6. Apache, PHP e Ruby no Windows

Em 2008, a Microsoft começou a trabalhar com projetos famosos e bem estabelecidos, como o servidor web Apache e a linguagem de programação PHP, para que essas tecnologias passassem a operar melhor em conjunto com os produtos da empresa. O trabalho resultou em versões nativas do Apache e do PHP, que hoje se beneficiam de um melhor desempenho e gerenciamento de memória ao funcionarem em ambiente Windows.
Além disso, o IIS também ganhou alterações, para que passasse a aceitar melhor projetos feitos em PHP e Ruby, em conjunto com .NET. Dessa forma, os fãs do servidor web da Microsoft podem hospedar, sem medo, projetos muito populares, como o Wordpress, Drupal e Joomla.

7. Código aberto na plataforma Azure

Ruby é uma das linguagens que ganham o suporte da Microsoft (Fonte da imagem: NuGet Gallery)
Você se lembra do Windows Azure, a iniciativa da Microsoft para a nuvem? Pois a empresa também inseriu o PHP, Ruby, Java e Node.JS como projetos compatíveis com o serviço. E mais do que isso, forneceu APIs que possibilitam o desenvolvimento de aplicações nessas linguagens que possam configurar e controlar o Windows Azure.

8. Hadoop para Windows

Este é um item que serve muito bem para explicar o segundo exemplo desta lista. No fim de 2011, a Microsoft começou a apoiar o desenvolvimento de uma versão para Windows do Hadoop, software de computação distribuída voltado para o processamento de grandes volumes de dados. Mais do que isso, a empresa decidiu abandonar a sua própria solução para essa função em prol do Hadoop.

9. MS colabora com o kernel do Linux

(Fonte das imagens: Reprodução)
Por essa você não esperava, não é mesmo? A Microsoft está entre os 20 maiores contribuidores do kernel do Linux. Isso é muito irônico, já que, anos atrás, o atual CEO da empresa, Steve Ballmer, se referiu ao sistema de Linus Torvalds como sendo “um câncer”. Como dizem por aí, o mundo dá voltas...
Basicamente, as contribuições da empresa com o kernel dizem respeito a drivers usados para que o Linux passe a suportar o Hyper-V, tecnologia de virtualização de sistemas operacionais da Microsoft. Esses drivers ajudaram o sistema do pinguim a ganhar mais desempenho no suporte a redes, máquinas virtuais e subsistemas de vídeo.

10. Abrindo o código-fonte

Mas uma notícia ainda mais chocante, tanto para quem defende quanto para quem ataca o software livre, é o fato de que a empresa decidiu, recentemente, abrir o código-fonte de alguns produtos, como o ASP .NET 4.0 MVC, a Web API e Razor View Engine. No caso do ASP, a equipe de desenvolvedores está considerando a possibilidade de aceitar contribuições e sugestões da comunidade, tornando o modelo ainda mais similar ao do software livre convencional, como o Linux.
Pelo visto, a empresa fundada por Bill Gates não vê mais o código aberto como uma ameaça, mas sim como um modelo de negócios que pode ser estratégico, o que demonstra um amadurecimento ainda maior por parte da empresa.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Rumor: Windows Phone 8 teria lançamento marcado para 20 de junho


De acordo com o site Digitimes, o lançamento do Windows Phone 8 já tem data definida. A chegada da nova versão do sistema operacional móvel da Microsoft estaria marcada para o próximo dia 20 de junho, e a maioria das fabricantes - com exceção da Nokia - adotariam uma postura de espera antes de embarcar na nova edição da plataforma.
Windows Phone 8: lançamento confirmado para o final de 2012 (Foto: Reprodução/Gizmologia) (Foto: Windows Phone 8: lançamento confirmado para o final de 2012 (Foto: Reprodução/Gizmologia))Lançamento do Windows Phone 8 pode acontecer ainda em junho (Foto: Reprodução/Gizmologia)
Um dos motivos para essa recepção fria das companhias é a ainda baixa participação do Windows Phone 7.5 no mercado. Na perspectiva destas empresas, mesmo um lançamento bem sucedido do WP 8 seria incapaz de causar uma mudança de cenário no curto prazo em relação à popularidade da plataforma.

O baixo entusiasmo das empresas, contudo, não deve comprometer a chegada da plataforma em si. A Nokia segue muito interessada no projeto e deverá ser a primeira fabricante a mostrar um Windows Phone 8 ao mundo, provavelmente aproveitando as melhorias trazidas pela nova versão, como o suporte aos processadores multicore, aos cartões microSD e às telas de maior resolução.

Já em relação às outras fabricantes, a expectativa é que um bom começo do Windows 8 nos tablets possa incentivar as vendas de smartphones com a plataforma móvel. Outro ponto positivo é que a Nvidia, a Qualcomm, a ST-Ericsson e a Intel já têm programas de desenvolvimento de chipsetsespecíficos para o Windows Phone 8, algo que pode levar a mais opções de hardware e preços mais competitivos para os aparelhos com o sistema.
A data do suposto lançamento já havia sido divulgada anteriormente, mas por conta de uma mensagem enviada pela Microsoft aos desenvolvedores que participarão do evento Windows Phone Developer Summit, que ocorre justamente em 20 de junho. No convite, a empresa destaca que na ocasião será possível "dar uma olhadinha no futuro do Windows Phone". Resta saber se tal "olhada" significa a chegada da plataforma em si.

Windows 7 já vendeu 600 milhões de licenças


A gigante do software discutiu sobre o sucesso do sistema operacional e as expectativas para seu sucessor.

(Fonte da imagem: Reprodução/Microsoft)
Durante um evento da Computex 2012, Steven Guggenheimer anunciou que a Microsoft conseguiu alcançar a marca de 600 milhões de cópias vendidas do Windows 7. No entanto, parece que a empresa começou a exibir seus resultados um pouco tarde, uma vez que oWindows 8 já está prestes a chegar oficialmente. Apesar disso, as vendas parecem continuar a crescer.
Para se ter uma noção, a Microsoft anunciou, em abril de 2011, que já havia comercializado cerca de 350 milhões de licenças em apenas 18 meses de vida do Windows 7. Comparado ao número do ano passado, a empresa já conseguiu quase que dobrar seu volume de vendas.
De acordo com as previsões da companhia, o Windows 8 não trará nenhum impacto negativo a curto prazo sobre o sucesso de seu atual sistema operacional.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Windows 7 vai ultrapassar o XP em número de usuários


Sétima versão do software da Microsoft apresenta crescimento espantoso nos últimos 12 meses.

(Fonte da imagem: Reprodução/Microsoft)
Segundo o site NetMarketShare o Windows 7 está prestes a ultrapassar a versão XP. Com isso, o Windows 7 vai se tornar o sistema operacional com o maior número de usuários no mundo. Isso é um grande feito, principalmente pelo fato de que o XP está no topo há mais de 10 anos.
Atualmente, a diferença entre os dois sistemas é de, mais ou menos, 4%. Mas ela já foi muito maior, já que o crescimento do atual vice-líder começou somente nos últimos 12 meses. Se a média de crescimento continuar a mesma, a inversão de posições acontecerá dentro de pouco tempo.
Contudo, o Windows 7 já tem um sucessor, o Windows 8 — que já é alvo de muitas críticas. O XP ficará no mercado somente até 2014, quando a Microsoft vai acabar com o suporte a esse sistema operacional.
Você pode conferir a pesquisa completa aqui.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Windows 8 Release Preview é oficialmente liberado


Teste agora mesmo a nova nova versão prévia do sistema operacional.

(Fonte da imagem: Divulgação/Microsoft)
Microsoft disponibilizou ao público a nova versão para testes do Windows 8. Batizado de Release Preview, o arquivo é a última demonstração prévia do sistema operacional antes de seu lançamento oficial (e a primeira com o português entre os idiomas). Na manhã desta quinta-feira (31), já havia a expectativa de que os links fossem divulgados.
Nessa nova versão, as novidades incluem o suporte ao Flash para o Internet Explorer e uma maior integração da interface Metro com o resto do sistema. Há ainda aplicativos para o Bing e conteúdos multimídia ligados ao Xbox 360.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Vaza Windows 8 Release Preview em chinês


Interface desktop do Windows 8 (Divulgação) 
 O arquivo com 3,34 GB apareceu em sites de compartilhamento e imediatamente fez o sucesso dos usuários de Windows interessados em colocar a futura versão em teste. De acordo com o site Neowin, a imagem contém o Release Preview produzido para a arquitetura de 64 bits. O código para o idioma do software seria o ZH-CN, ainda segundo informações do site, que se nega a repassar os links para download por questões de segurança.

Relatos de usuários confirmam se tratar de uma imagem do Windows cuja build foi identificada sob número 6.2.8400. Sites de tecnologia que testaram o ISO dizem que se trata de um código confiável.

O Windows 8 Release Preview sucede o Consumer Preview. Ele deve chegar para download ainda nessa semana, se os rumores em sites de tecnologia estiverem corretos. A Microsoft oficialmente não confirma quando o sistema será liberado para os entusiastas. Por sua vez, a Microsoft Brasil esclarece que não comenta notícias relacionadas ao Windows 8.Testes com imagens “vazadas” do Windows 8 merecem atenção especial. Primeiro, os usuários devem se certificar de compreendem o idioma chinês. Também é necessário fazer o backup dos arquivos e principalmente não instalar o software na máquina de trabalho da pessoas.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Microsoft pode ganhar espaço com a compra da Motorola pelo Google


Com a conclusão da compra da Motorola Mobility pelo Google, anunciada na última terça-feira, 22, a Microsoft pode pegar carona e também ser beneficiada. O sistema operacional Windows Phone, até então insignificante na participação no setor de smartphones, pode encontrar no negócio de US$ 12,5 bilhões uma brecha para ganhar mercado.
"Geralmente, quando um parceiro compra um fornecedor, os negócios não funcionam muito bem para os outros parceiros", avaliou o analista da indústria de telecomunicações Roger Entner, ouvido pelo The New York Times.
Muitos imaginaram que a Motorola seria como uma empresa de testes para o Google testar o Android até chegar na união perfeita entre software e hardware e dominar o mercado de mobilidade. Ao anunciar a compra, o gigante de buscas deixou claro seu interesse na empresa: o portfólio de patentes para se defender de processos judiciais abertos pela Apple e Microsoft. Mas, para Entner, apenas a posse dos direitos de tecnologia não faz sentido. "Se eles não estão jogando a seu favor nessa área, por que então compraram a Motorola?", provoca.
Ao mesmo tempo em que a compra pode trazer uma vantagem para o Google, corre o risco de arruinar o bem-sucedido trabalho em conjunto com fabricantes asiáticas, como a HTC e principalmente a Samsung, hoje com os aparelhos mais populares equipados com o Android. Ter o Google antes como parceiro, agora como rival na disputa por espaço entre os produtores de smartphones e tablets, pode abrir os olhos dessas companhias para o Windows Phone. Hoje, o software da Microsoft está restrito à Nokia, com sérios problemas de rentabilidade e constante declínio no mercado.
"Não há dúvidas que é isso que a Microsoft espera", declarou ao jornal o analista do Gartner, Michael Gartenberg, que acompanha de perto a indústria de mobilidade. "Se ficar claro que a Motorola recebe as versões aprimoradas do Android  antes que todos os outros, e se elas sentirem que estão competindo com o Google em vez de trabalharem em conjunto, pode haver diversas implicações", explica.
Os analistas reforçam que o Google está completamente ciente desses riscos, pois não é interessante para a empresa perder o grande montante de licença proveniente da venda de dispositivos com seu sistema distribuídos entre as fabricantes. "De fato, eles não querem destruir todo o ecossistema que construíram ao longo desses anos, apenas querem ter diretrizes próprias sobre o dispositivo final", finaliza Gartenberg.

Windows 8 tem um problema: inicia rápido demais!


O novo sistema da Microsoft está tão rápido que impossibilita a interrupção do boot para acessar a BIOS do computador ou resolver problemas de inicialização.

A indústria da computação tem feito de tudo para que os sistemas operacionais sejam os mais estáveis possíveis, possibilitando que computadores possam passar dias ligados, sem a necessidade de reiniciá-los. Ao mesmo tempo, desenvolvedores suam para eliminar processos desnecessários e criar artimanhas para que o SO se inicie o mais rápido possível, disponibilizando o sistema dentro de alguns segundos para uso.
Porém, no caso do Windows 8, essas configurações acabaram causando uma dificuldade: o sistema está tão rápido que é impossível ver as mensagens da BIOS, como “Press F2 for Setup”. Dessa forma, quem estiver usando o computador não consegue interromper o processo de boot e alterar as configurações da máquina.
Agora, a Microsoft tem trabalhado em uma solução para o “problema”, tentando encontrar o cenário perfeito para uma inicialização veloz e que não prive o usuário da possibilidade de interrompê-la.

Tem que ser rápido no gatilho

Dependendo das configurações, uma máquina com Windows 8 pode disponibilizar o sistema para alguém em menos de 7 segundos. Isso acontece, principalmente, com máquinas que usam SSD em vez de disco rígido. Com isso, processos como o boot do firmware e POST do computador se tornam muito velozes, ocupando cerca de 2 a 3 segundos.
Além disso, desde o Windows 95, é possível pressionar a tecla F8 para interromper o boot do SO e acessar um menu de opções que fornece acesso, por exemplo, ao Modo de Segurança. Porém, com o Windows 8 em uma máquina com SSD, essa “tela” dura menos 200 milissegundos, tornando impossível que o usuário interaja com ela. Nem Chuck Norris conseguiria ser tão rápido!

Soluções apresentadas

De acordo com o blog da equipe de desenvolvimento do Windows 8, foram implementadas três soluções que, juntas, resolvem esse problema sem comprometer a velocidade de inicialização do SO da Microsoft.
Um menu para a todos dominar, e o boot não atrapalhar (Fonte da imagem: Building Windows 8)
Para começar, os programadores reuniram, em um único menu, todas as ferramentas para solução de problemas e opções de inicialização do Windows 8, além de métodos para acessar a BIOS do computador e atalhos para forçar a inicialização da máquina por unidades alternativas, como drives USB ou pendrives.
Além disso, foram implementadas funções de segurança que invocam o menu de boot sempre que o Windows enfrentar algum tipo de problema de inicialização. Para completar, a equipe também forneceu outras formas de chamar esse menu, com métodos que não são voltados para a interrupção do boot, como opções disponíveis no painel de configurações do sistema (PC Settings).

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Download da nova versão de testes do Windows 8 ficará disponível em breve


Release Preview do sistema da Microsoft poderá ser baixada no começo de junho

Depois do sucesso do Windows 8 Consumer Preview, a Microsoft revelou que a próxima (e última) versão de testes do seu sistema operacional será disponibilizada para download a partir da primeira semana de junho.
O anúncio sobre a Release Preview do Windows 8 foi realizado em uma conferência no Japão. Segundo Steven Sinofsky, diretor do Windows, esta realmente será a última edição antes do lançamento oficial do software.
Ao que tudo indica, o Release Preview contará com poucas novidades - já que deve apresentar quase todos os recursos da versão final do SO e a correção de bugs encontrados no Consumer Preview.
Enquanto o Release Preview não fica disponível, clique aqui para baixar o Windows 8 Consumer Preview.
 Nova versão do sistema operacional será liberada em poucos dias

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Microsoft detalha Windows Store e aplicativos feitos para a interface Metro


Uso de permissões em programas e facilidade no download são as apostas da empresa para o Windows 8.


 (Fonte da imagem: Divulgação/Microsoft)
blog de desenvolvimento do Windows 8 publicou nesta quinta-feira (17) mais um texto explicativo sobre detalhes do sistema operacional. Desta vez, o tema envolve os aplicativos construídos para funcionarem em integração com a interface Metro.
O aplicativo também vai mostrar que tipo de permissões ele pede para ser utilizado, desde o uso de aplicativos multimídia ou conexão com a internet até informações pessoais. Além desses “empréstimos”, cada programa ainda terá sua própria biblioteca de dados e configurações, tentando interferir o mínimo possível no sistema geral sem que você aprove tais ações.

Um shopping de softwares

Outro aspecto importante é a Windows Store. Ela vai fornecer espaço para avaliações do aplicativo ou dúvidas sobre o seu funcionamento, além de contabilizar dados como quantos erros ele apresentou, por exemplo.
 A Store fornece todos os dados sobre o aplicativo. (Fonte da imagem: Reprodução/Building Windows 8)
A ideia da Microsoft é ganhar a confiança de quem está usando o Windows 8 – e que essa pessoa se acostume a baixar mais e mais aplicativos. Serão incluídas, portanto, funções como a instalação em um clique e o monitoramento de erros, tudo isso sem precisar de ajuda do desenvolvedor original: tudo fica a cargo da própria Microsoft.
A segurança também é uma preocupação: para ser aprovado na Windows Store, o aplicativo precisa declarar todos os serviço que ele usará no aparelho, além de contar com o recurso da sandbox.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Windows 8 terá sistema simplificado de segurança para crianças


Microsoft Family Safety será uma das atrações da nova versão do SO e permitirá que os pais configurem com facilidade um ambiente virtual para os filhos.


 (Fonte da imagem: Reprodução/Building Windows 8)
Microsoft planeja facilitar o trabalho dos pais na configuração de um ambiente seguro para que as crianças possam navegar na internet. Uma das atrações do Windows 8 será uma nova versão do Microsoft Family Safety. Com o novo sistema, será possível obter relatórios e informações de navegação sem a necessidade de baixar aplicativos ou fazer pesquisas complicadas.
Em uma publicação feita no blog oficial da empresa, a companhia detalha um pouco mais o funcionamento da ferramenta. Embora existam formas de ativar filtros de conteúdo, a empresa aposta no diálogo entre pais e filhos como a principal maneira de fazer com que as crianças não acessem conteúdos que possam ser nocivos.
Para isso, a Microsoft apostou nos relatórios detalhados de uso como ferramenta para que os pais analisem o tipo de conteúdo a que a criança tem acesso. A partir desses dados, os adultos podem determinar quais tipos de informações as crianças podem continuar a ver ou não.
Como administrador do computador, é possível ainda desabilitar o acesso ao email dos pais, contas online e documentos. A proteção também pode ser ampliada para outros aplicativos e ferramentas usadas no aplicativo. Além disso, malwares e aplicativos de procedência duvidosa ficarão longe da sua máquina com o bloqueio automático de downloads.

Atualização para o Windows 8 custará US$ 15 para quem comprar PC com Windows 7 instalado


Recurso estará disponível somente nos Estados Unidos e não é válido para quem comprar o software de forma avulsa.


 (Fonte da imagem: Reprodução/Windows 8)
Poucas semanas antes de uma nova versão de sistema operacional chegar ao mercado, é comum que os consumidores pensem duas vezes antes da compra e decidam esperar um pouco mais até a chegada do novo produto. O resultado disso é uma queda nas vendas, mas que acaba sendo compensada pela euforia do lançamento posterior.
Entretanto, a Microsoft planeja adotar uma solução diferente para minimizar o impacto do período de transição do Windows 7 para o Windows 8. A partir do dia 2 de julho, quem comprar um PC ou notebook com Windows 7 poderá atualizar o sistema operacional para o Windows 8 pagando apenas US$ 15 (o equivalente a R$ 30).
A promoção é válida apenas para os Estados Unidos. Além disso, é preciso comprar uma máquina com o sistema operacional antigo. As compras avulsas de software não estão incluídas no período de transição. A Microsoft ainda não divulgou uma data oficial de lançamento do Windows 8.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Microsoft está financiando empresa que lança ataques contra pirataria na internet


Startup russa conseguiu bloquear cerca de 45 mil tentativas de baixar cópias ilegais de um filme.


Microsoft contra a pirataria. (Fonte da imagem: Apc)
Uma startup russa chamada ironicamente de Pirate Pay quer acabar com a pirataria na internet – e tem na mira a crescente popularidade do compartilhamento ilegal de arquivos. A empresa está cooperando com gravadoras e estúdios de cinema para conter a distribuição de materiais protegidos por direitos autorais na internet.
Os desenvolvedores da empresa criaram um sistema que rastreia e desativa a distribuição de conteúdo pirata através da rede BitTorrent. A tecnologia promove ataques a “enxames BitTorrent”, ou grupo de computadores que hospedam conteúdo pirata,  tornando impossível para esses computadores atacados compartilhar material com direitos autorais.
O Pirate Pay recentemente recebeu um investimento de 100 mil dólares do Microsoft Seed Fund, um fundo da Microsoft da Rússia que tem como objetivo fornecer apoio direto para softwares e startups de serviços de internet russos.
A startup alega ter bloqueado cerca de 45 mil tentativas de baixar cópias piratas do filme russo “Vysotsky. Graças a Deus, eu estou vivo” (em tradução livre). Com a injeção do dinheiro, a empresa continuará trabalhando em sua solução antipirataria. Em dezembro do ano passado a Walt Disney Studios e a Sony Pictures foram as primeiras a contratar seus serviços.

Windows 8 terá restrições a Firefox e Google Chrome


Versão RT do sistema não aceitará que os navegadores tenham tanto acesso quanto o Internet Explorer
A Mozilla, desenvolvedora do Mozilla Firefox 12 Em português Ouro No ranking semanal, anunciou que o Windows RT, uma das versões do Windows 8, não rodará de forma adequada outro navegador que não seja o Internet Explorer.
Harvey Anderson, conselheiro geral da Mozilla, reclama de uma das características técnicas do Windows RT. Aplicativos como o Firefox e o Google Chrome 18 Em português Ouro No ranking semanal, por serem considerados de terceiros, terão acesso apenas a algumas áreas do PC, como HTML, CSS e Java. O Internet Explorer, por sua vez, terá acesso privilegiado.
Para Anderson, se a Microsoft insistir nisso até o lançamento do Windows RT, a empresa terá de enfrentar os tribunais. Para ele, o Windows deve respeitar os acordos firmados com o Departamento de Justiça dos EUA.
Windows resolveu dar vantagens apenas ao seu próprio navegador

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Windows 8 pode formatar uma máquina em somente 6 minutos


Novo sistema operacional da Microsoft pode voltar às configurações de fábrica sem o auxílio de nenhum DVD de instalação.
 (Fonte da imagem: BGR)
Uma das características mais marcantes dos sistemas operacionais da Microsoft é que, após determinado tempo de uso, é inevitável ter que formatar a máquina. Porém, segundo o site BGR, essa situação foi totalmente eliminada no Windows 8, que conta com uma função capaz de limpar o computador em somente seis minutos.
Batizado com o nome “Push Button Reset” (Reiniciar com o aperto de um botão), o recurso permite deixar o software com as configurações de fábrica com o simples apertar de um botão. Tudo isso sem precisar usar nenhum drive USB ou disco de instalação, algo indispensável nos produtos anteriores da fabricante.
A velocidade do processo surpreende, ainda mais quando se leva em conta que é preciso esperar cerca de 20 minutos para fazer uma formatação através do Windows 7. Embora não pareça muito relevante em um momento inicial, a mudança exemplifica bem o esforço da Microsoft em criar um produto rápido e amigável ao maior número possível de pessoas.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Patente da Microsoft revela barra de navegação que muda conforme o site


Um player poderá ser adicionado diretamente à barra quando sites como Netflix e Youtube forem acessados.
A United States Patent and Trademark Office, agência americana que concede patentes, publicou recentemente um pedido da Microsoft que tem relação com navegador de internet. A solicitação da empresa de Redmond detalha a “moldura do navegador” com uma nova função que permite muitos dos elementos gráficos típicos que vemos em cima da barra de endereços sendo ajustados dinamicamente com base em "contribuições" de qualquer endereço que você acesse.
Em outras palavras, a barra de navegação pode ganhar elementos novos em determinados sites. Ao que parece, a barra superior do Internet Explorer deverá possuir, segundo a patente, botões de avanço e retrocesso ao navegar em sites de vídeo, como Youtube, Vimeo e Netflix, por exemplo. O Internet Explorer 9 já conta com alguns recursos que se alteram conforme o site que você acessa, mas agora parece que a Microsoft quer ir mais além.
É claro que pode levar ainda algum tempo para essas modificações serem adicionadas ao Internet Explorer (é quase certo que elas ficarão de fora do IE 10), mas não há dúvida de que a Microsoft está jogando pesado para voltar a dominar o mercado de navegadores. Inclusive ela reconhece que o seu produto é muito usado só para instalar outros navegadores.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Novo Xbox poderá não ter leitor de discos

Novos rumores da imprensa norte-americana, dão conta de que o novo console de videogames da Microsoft, o Xbox 720, não usará leitores de disco


Novo Xbox poderá não ter leitor de discos
Novos rumores da imprensa norte-americana, dão conta de que o novo console de videogames da Microsoft, o Xbox 720, não usará leitores de disco. Sendo assim os games  serão distribuídos exclusivamente através de distribuição digital. Você consegue imaginar um videogame sem aqueles dvds, ou cds?
Mas os mesmos rumores já indicam que o Xbox 720 terá drives de estado sólido, ou seja, os SSD, isso tudo para dar mais velocidade à leitura de arquivos. Para muitos consumidores, isso seria uma maravilha, já para as lojas especializadas em games, isso seria o fim delas, pois iriam perder muito dinheiro.
Na verdade isso tudo são rumores, sendo que a própria Micrsosoft nunca se manifestou em relação a esse assunto. O que realmente sabemos é que para esse ano de 2012 a princípio nem Micrsosoft, nem Sony pretendem lançar os substitutos do Xbox 360 e Playstation 3.

Acertos e erros no design do Windows 8

Especialista avalia o visual Metro e as mudanças no futuro sistema operacional.

Nota do editor: O Windows 8 Consumer Preview está aí para quem quiser ver, testar, usar. Várias coisas mudaram. Para entender melhor o trabalho da MS na parte visual do sistema convidamos alguém que manja tudo do assunto, o notável Marcel Müller. Você tem que ler esse artigo. (Thássius Veloso)
Poucos lugares no mundo são tão imersivos quanto os parques da Disney. Quem passa por lá afirma que realmente se sente em outro país, outro mundo. As atrações são tão bem feitas, cada detalhe de decoração é calculado; as falas, movimentos e expressões dos funcionários do parque são igualmente treinados para que você se sinta parte da experiência.
Porém, por mais que se dediquem a criar uma imersão completa, há certas coisas que denunciam a artificialidade dos brinquedos e dos castelos que não são exatamente mágicos, como achar um extintor – desses vermelhos, de segurança – dentro de um saloon do velho oeste, ou passar por trás de um castelo e ver que sua frente é uma mera fachada e que atrás existem estruturas feias.
Salvas as devidas proporções, essa analogia, para mim, se encaixa perfeitamente ao Windows 8. A versão Consumer Preview do mais recente sistema operacional da Microsoft traz como grande atrativo sua nova interface, a Metro. Sua promessa é ser o Windows “reimaginado” — palavra da própria empresa. E, de fato, deu certo: ninguém esperava uma proposta tão audaciosa vinda da MS, vista como uma empresa mais conservadora e chata em termos de design.

Windows 8 Consumer Preview
A interface inovadora — das telas pequenas às grandes — agradou um enorme público, desde usuários que não ligam para a estética até os mais aficionados por detalhes. Particularmente, fiquei muito empolgado também. Mas a empolgação foi embora tão rápido quanto veio quando pude testar efetivamente o Consumer Preview. Foi ali que eu vi os extintores por trás da belíssima atração chamada Metro, parte de um plano da Microsoft que vai muito além do desktop.

Real vs. digital

Boa parte do sucesso da Metro vem de seu caráter leve para os olhos. Esta foi uma sacada muito inteligente da Microsoft. As interfaces do nosso mundinho tecnológico estão repletas de telas, janelas e elementos com toques de realidade. Grande concorrente da Microsoft, a Appleabraçou o skeuomorphism, que é a prática de adicionar elementos realistas (não confundir com hiper-realistas) em suas interfaces a fim de fazer com que o usuário se sinta mais confortável ao interagir com determinado aplicativo, uma vez que aqueles elementos lembram objetos do cotidiano, que em teoria ele já sabe manusear.
Sem entrar no mérito da eficiência dessa técnica, o que importa é que a Microsoft entendeu que o realismo não precisa ser o futuro das interfaces, e decidiu tomar o caminho extremamente oposto das tendências ditadas pela maçã de Cupertino, adotando um visual completamente digital com toques minimalistas, investindo em uma bela e clara tipografia combinada com cores chapadas, sem degradês ou efeitos vítreos. E longe, muito longe das texturas.

Feito para o toque, mas não só para ele

O Windows 8 foi criado para rodar em tablets, PCs com touchscreen e PCs normais, como o que usei para fazer o teste — um MacBook Pro de 15″ com o Windows instalado via Boot Camp. Ao olhar a nova interface e após utiliza-la pelos primeiros minutos, fica muito claro que tudo aquilo foi projetado para o toque. A Metro se utiliza muito da rolagem horizontal: o gridnão se estende verticalmente, apenas para os lados. Dessa forma, o conteúdo fica “cortado” pelo canto direito da tela, convidando o usuário a naturalmente desbravar aquele lado. Foi assim comigo: meu cérebro automaticamente associou aquilo a um swipe para a esquerda.

Windows 8 CP: linguagem touch
Para navegar pelas belas telas é possível utilizar o mouse, os dedos ou o trackpad de um laptop (as duas últimas opções são mais naturais). A tela inicial é acessível pelo botão Windows do seu teclado (ou o Command, para quem está rodando no hardware da Apple), o que na minha opinião é muito prático para o usuário.
Outra característica é o uso dos cantos da tela. Sistemas como o Mac OS e o Ubuntu já utilizavam atalhos e menus acessíveis pelos quatro cantos extremos do monitor, e agora o Windows também adotou esta prática de maneira bastante intensa. Para acessar o menu Iniciar, é necessário posicionar o cursor no canto inferior esquerdo. O canto superior direito mostra um menu que contém funções básicas e essenciais em todos os apps, sendo elas: Buscar, Compartilhar, Menu Iniciar, Dispositivos e Configurações. Essas funções receberam o nome de Charms e são onipresentes na interface Metro: estão sempre lá, para todos os aplicativos, e seu conteúdo se molda de acordo com o aplicativo que se usa.

Charms sobre o desktop clássico
Esta foi outra decisão inteligente. Centralizar e padronizar funções frequentemente acessadas facilita muito para o usuário. A curva de aprendizado se torna muito menor e mais rápida, afinal sempre se terá em mente que para compartilhar algo ou arrumar as configurações, não será necessário ficar fuçando menus atrás de menus.

Utilizando a charm de busca dentro do app do Vimeo
Enquanto os Charms se encarregam das configurações e funções mais básicas, um clique com o botão direito do mouse abre menus mais específicos de cada aplicativo, apresentando opções mais específicas daquele programa. No Evernote, por exemplo, temos a opção de criar uma nova anotação, sincronizar ou fazer sair do serviço. Já no Weather, podemos consultar a previsão do tempo em outros lugares, voltar para a tela inicial ou escrever um feedback para o Ballmer. Isso é incrivelmente simples e muito objetivo.
Mais um ponto positivo do Windows 8 é o menu no qual se alternam os aplicativos (o famoso Alt + Tab). Oficialmente, agora seria Windows + Tab, mostrando uma pequena faixa lateral com todos os apps que estão em execução, de uma maneira bem simples e elegante. O Alt + Tab morreu, então? Não. E é aí que temos mais uma amostra de indecisão da Microsoft. Ele permanece exatamente o mesmo. A diferença é que é mostrado da maneira clássica. Por quê? Ninguém sabe. Talvez para manter a mesma temática do Windows 7 e aquela disposição diferente de janelas no Aero, ao apertar Windows Tab também.

O novo Alt Tab
O que eu não sei também — ou ao menos não sabia — era como fechar um aplicativo Metro. No Windows 8 os aplicativos são automaticamente encerrados se o sistema detecta que você não está os utilizando. Mas e se eu quiser fechar mesmo assim? Tipo, agora? Não vi nenhum botão “X”. Após um dia de uso, descobri que para fecha-los basta clicar no topo da tela e arrasta-lo para a extremidade inferior da mesma. Puf. Fechado. Interessante notar que a Microsoft trouxe para o desktop a mesma convenção utilizada nos aparelhos móveis atuais: os aplicativos não são fechados de verdade.

Microsoft <3 Design

Os ícones variados — dá pra contar nos dedos das mãos do Mickey os desenvolvedores e designers que respeitam as diretrizes de criação de ícones para o Windows — com setinhas e o tradicional papel de parede de motanhas verdes, ou do peixinho azul, agora se transformaram em um belo grid composto de quadrados dinâmicos: são os próprios aplicativos, que agora mostram algumas informações sem precisar abrí-los. Nada de brilho, nada de gloss, nada de sombras ou degradês.
Que salto! Não sou um Microsoft hater, mas confesso que até o Windows 7 eu achava que a Microsoft não ligava muito para o design. E talvez seja até verdade. Você provavelmente já ouviu falar, ou percebeu antes, que os ícones do Windows 7 são todos voltados para a esquerda, certo?
Até o XP todos eles eram voltados para a direita, já que por padrão o usuário senta de frente para a tela, olhando diretamente para seu centro, e portanto se os ícones estiverem voltados para a direita, eles estarão na direção de quem está usando o computador. Isso desperta uma sensação de que está tudo organizado de maneira natural, a mesma que temos quando arrumamos um quadro torto ou organizamos nossa pilha de livros. O contrário também é verdadeiro.
O mais curioso é que o coordenador desse projeto, Gedeon Maheux do estúdio Iconfactory, revelou que sua equipe inicialmente desenhou os ícones da maneira “correta”, ou seja, olhando para a direita. A decisão de vira-los foi da Microsoft.
Mas no Metro não: nada de direita ou esquerda. Agora os ícones dos aplicativos são pictogramas brancos sobre cores vibrantes como azul, vermelho ou verde. Seguindo sua essência de tomar o caminho contrário, o Windows 8 se utiliza da ausência de detalhes dos ícones para fazê-los mais legíveis, não importa o tamanho, e criar uma consistência visual muito maior, já que não existe perspectiva ou palheta de cores definidas pela Microsoft. Isso faz com que todos esses aplicativos já existissem no sistema. Este, aliás, é nosso próximo ponto.

A casa de máquinas por trás do Metro

Vai tudo muito bem quando estamos usando o Metro. As respostas são rápidas, os movimentos são fluidos e o sistema é muito agradável aos olhos. Mas como todos sabem, a Microsoft não quis descartar o legado que vem sendo construído desde o Windows 95 e manteve seu desktop e interface clássicas por trás da nova interface inovadora. Quis ficar com um pé em cada canoa, basicamente. Aí que começam a surgir os problemas.
Na primeira vez que acessamos o desktop clássico, nossa imersão, criada cuidadosamente desde o momento em que instalamos o Windows 8, passando pelo processo de criação de novo usuário, configuração da rede e tela inicial, é completamente destruída. A escolha da Microsoft ao remover o clássico e ancião botão Iniciar mostra um certo paradoxo: se uma das razões do desktop clássico estar lá era para manter uma certa familiaridade, então por que remover o botão que serve como referência para praticamente todo usuário de Windows?
Ao tentar inovar em seus dois mundos – Metro e clássico – o Windows 8 peca ao desmontar uma experiência que já havia sido consolidada, que é a do Windows 7. Não estou defendendo que a Microsoft deveria se segurar ao que já tem; pelo contrário. Refiro-me somente a uma aparente insegurança por parte do time responsável, uma vez que ficamos num vai-não-vai: “Ok, usuários, para aqueles que não gostarem da Metro, temos o desktop clássico. Mas espera, a gente tirou o botão iniciar, e tem umas coisinhas…”
O desagradável é que, depois de se habituar à Metro, você quer continuar naquele ambiente. Ambos são muito diferentes um do outro, e ao tentar aproximar as janelas do modo clássico ao novo design, o resultado acaba sendo janelas mais quadradas, mais compactas e menos polidas do que as do seu antecessor. Está tudo lá: ribbon, menus, opções… Mas a sensação é de que não deveriam estar ali, ou não deveriam ser daquele jeito. O contrário também é verdadeiro: elementos do sistema clássico foram injetados na Metro, e claramente passam a sensação de que não deveriam estar ali.
Outro ponto negativo da experiência é que o usuário depende das duas interfaces para executar certas tarefas. Não dá pra viver só de Metro, nem só de desktop clássico. Para mudar a resolução da minha tela, por exemplo, achei que iria encontrar esta opção dentro do menu Settings da tela inicial. Engano meu. Precisei recorrer ao método tradicional.
Essas idas e vindas entre as duas interfaces ressaltam elementos bastante contrastantes, e fica parecendo que falta alguma coisa em cada uma delas. Fica a sensação de que a Metro não está completa (ok, literalmente não está) e também a de que o enfiaram o Windows 7 no espaço que sobrou na mala, mas pra isso foi preciso remover algumas coisas dele.

Lado a lado
Uma função curiosa — embora muito útil! — e que mostra esse contraste é a de permitir que o usuário coloque um aplicativo Metro ao lado de um clássico. Isso também é muito útil e produtivo, mas visualmente é como colocar óleo e água em um copo. Visualmente, os aplicativos não conversam e fica uma coisa meio monstro de Frankenstein.

Como agradar a todos?

Um dos maiores argumentos sobre a preservação do ambiente clássico do Windows é sobre os usuários corporativos. E eu concordo. Mas a solução não é impossível. A Microsoft não pode ficar estagnada e presa a isso. Ela conta com tecnologia, capital e profissionais talentosos o suficiente para criar soluções incríveis como as prévias do Office 15.
Aliás, alguns desenvolvedores já pensaram mais adiante e criaram aplicativos com a linguagem visual da Metro para serem rodados dentro do desktop classico, como o MetroTwit, um belíssimo cliente de Twitter que passaria muito bem como sendo feito pela própria Microsoft. E de fato, não é necessário migrar tudo para dentro do Metro. O que quero dizer é que é possível, sim, criar um ambiente muito mais consistente, onde tudo pareça ser parte de um só ecossistema.

MetroTwit: novos ares dentro do desktop clássico
Um grande exemplo disso são os mockups feitos por um usuário estrangeiro apelidado de Sputnik8, publicados no site The Verge. Nele, aplicativos comuns são utilizados em um desktop clássico, porém visualmente renovado e compatível com a Metro. Essas imagens traduzem exatamente o que penso ser o futuro ideal do Windows.
Entendo que o Windows é usado para milhares de fins, por centenas de milhares de pessoas diferentes, mas isso não é desculpa para não andar pra frente. O Office 15, como disse ali em cima, foi muito surpreendente (positivamente falando) e isso me dá esperanças de que esta primeira versão do Windows 8 é apenas o primeiro passo desse caminho que nos levará a um ótimo e belo sistema: a Microsoft merece, e nós também.