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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Asteroide gigante passa bem perto da Terra


Com 700 metros de largura, a rocha espacial passou a apenas 5,4 milhões de quilômetros do nosso planeta.

De acordo com o Daily Mail, um asteroide do tamanho de um quarteirão inteiro passou raspando pela Terra nesta madrugada. Com 700 metros de largura, o objeto passou a 5,4 milhões de quilômetros do nosso planeta, ou seja, o equivalente a 14 vezes a distância entre a Lua e a Terra.
Apesar de não oferecer risco de colisão, segundo os astrônomos o asteroide passou bem perto, principalmente levando em consideração as distâncias entre os objetos no espaço — tanto que, inclusive, pôde ser filmado (confira o vídeo acima). Além disso, por ter passado a menos de 7,5 milhões de quilômetros de distância e por medir mais de 150 metros, a rocha foi classificada como potencialmente perigosa.
O objeto foi avistado pelo astrônomo Rob McNaught há quatro dias na Austrália, e os cientistas já calcularam que, devido à sua órbita, o asteroide deve passar novamente pela Terra em 2016.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Processadores 3D: chips com núcleos sobrepostos vêm aí


Cientistas desenvolvem unidade com processadores empilhados provando que é possível fugir do padrão atual da indústria.

(Fonte da imagem: Reprodução/Toms Hardware)
Pesquisadores da Universidade Ecole Polytechnique Fédérale de Lausanne (EPFL) dizem ter desenvolvido um chip que consegue integrar três ou mais processadores empilhados. A notícia é do site Tom’s Hardware, a qual relata que a unidade de testes tem centenas de microtubos de cobre conectando os componentes.
"Essa sobreposição reduz a distância entre circuitos e melhora consideravelmente a troca de dados”, diz Yusuf Leblebici, diretor do Laboratório Systems Microeletronics. Leblebici é outro grande cientista da área que apresentou recentemente um projeto em Paris. O pesquisador informa, no entanto, que a tecnologia não está pronta para ser comercializada.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Pesquisadores explicam a queda da civilização mais antiga do mundo


Mudanças climáticas causaram o desaparecimento dos antigos agrupamentos urbanos.

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikipedia)
De acordo com uma notícia publicada pelo Live Science, uma equipe de pesquisadores acredita que a queda da civilização urbana mais antiga do mundo, a Harappan — ou Hindu — aconteceu em decorrência de mudanças climáticas ocorridas na época.
A civilização Harappan se desenvolveu há 5.200 anos, chegando a ocupar uma área de um milhão de quilômetros quadrados, distribuídos do Mar Arábico, passando pelas planícies do Rio Indo até o Rio Ganges, hoje correspondente aos territórios da Índia, Paquistão, Nepal e Bangladesh. Em seu apogeu, os povos somavam, provavelmente, 10% da população mundial da época.
Contudo, por volta de 3.900 e 3 mil anos atrás, a civilização começou a desaparecer, com a migração das populações para o leste. Com base em informações obtidas através de imagens de satélite e amostras geológicas de todo o território ocupado pelos povos Harappan, os pesquisadores reconstruíram a paisagem da época, encontrando evidências de câmbios climáticos que afetaram o ciclo das monções da região, diminuindo a incidência de chuvas.

Mudanças climáticas

A redução das chuvas afetou a agricultura local, forçando as populações a migrarem para outras regiões, formando agrupamentos menores e com menos demandas que os gigantescos assentamentos urbanos anteriores.
A civilização Harappan somente começou a ser estudada a partir de 1920, quando pesquisadores começaram a descobrir inúmeros vestígios de povoados estabelecidos próximo ao Rio Indo e seus afluentes, assim como na enorme região desértica entre as fronteiras da Índia e Paquistão.
Aparentemente, suas cidades eram muito organizadas e sofisticadas, contando com sistemas de esgoto e rotas comerciais por mar com a Mesopotâmia, assim como rotas internas, e um tipo de escrita que ainda não foi decifrada.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Dirigível espião norte-americano está pronto para ser testado


Previsto para ser utilizado no Afeganistão, o LEMV custou US$ 500 milhões e tem o tamanho de um campo de futebol.

(Fonte da imagem: Divulgação/Northrop Grumman)
Pouco mais de um ano depois da data original em que deveria estar pronto, o LEMV (sigla em inglês para Veículo de Inteligência de Grande Resistência) já tem data para realizar o seu primeiro voo de testes antes de entrar em ação.
Desenvolvido pela companhia Northrop Grumman para o exército norte-americano, o dirigível de reconhecimento – que tem 150 metros de comprimento (algo equivalente a um campo de futebol) e custou mais de US$ 500 milhões – deve sobrevoar a região de Lakehurst, em New Jersey, entre os dias 6 e 10 de junho.
Após a conclusão dos testes, o gigante LEMV deve ser enviado até o sul da Flórida, onde deve ser colocado em um navio feito sob medida para carregar todo o seu equipamento até o Afeganistão, para ser utilizado pelo exército norte-americano.

sábado, 19 de maio de 2012

Quase cinco mil asteroides podem ser perigosos para Terra


Os dados da sonda WISE permitiram aos cientistas da NASA calcular que existem cerca de 4.700 asteroides que podem ser perigosos para o planeta Terra.

A sonda analisa o espaço com recurso a infravermelhos. A Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE) permitiu aos cientistas avaliar os asteroides potencialmente perigosos para o planeta Terra.

Os asteroides em causa orbitam próximo da Terra e têm tamanho suficiente para resistir à atmosfera terrestre, e, no caso de uma queda, causar estragos no planeta.

A NASA já fez saber que cerca de 4.700 deles têm diâmetros superiores a 100 metros. Entre 20 a 30 por cento do total já foi identificado, os restantes resultam de estimativas dos investigadores.

Lindley Johnson, responsável pelo Programa de Observação de Objetos Próximos da Terra, financiado pela Nasa, comentou as estimativas, em declarações citadas pela agência EFE: «Fizemos um bom começo na busca dos objetos que realmente representam um risco de impacto com a Terra.»

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Protótipo de processador é 15 vezes mais eficiente do que modelos atuais


Pesquisadores mostram inexact, o protótipo de um superchip muito superior que consome menos energia e tem desempenho superior aos demais.


Protótipo consegue ser até 15 vezes melhor do que processadores atuais. (Fonte da imagem: Divulgação/Universidade Rice)
Durante a ACM International Conference on Computing Frontiers, conferência sobre computação realizada em Cagliari, Itália, cientistas apresentaram o “inexact”, protótipo de um processador apontado como 15 vezes mais eficiente do que os modelos atuais. O dispositivo tem poder e recursos aprimorados, consumindo menos energia e sendo menor do que tudo que existe hoje.
Um time internacional de pesquisadores foi o responsável pelo desenvolvimento do chip. A equipe, cujo estudo ganhou prêmio de melhor artigo durante a conferência, era composta por especialistas da Universidade Rice (Estados Unidos), Universidade Tecnológica Nanyang (Cingapura), Centro de Eletrônicos e Microtecnologia (Suíça) e Universidade da Califórnia (Estados Unidos).
O novo chip, chamado apenas de “inexact”, está em desenvolvimento há quase uma década. Segundo o líder da equipe Krishna Palem, o resultado alcançado pela pesquisa mostra que é possível aprimorar ainda mais as CPUs: “Nosso trabalho desde 2003 mostrou que ganhos significantes são possíveis, e eu estou muito contente que estes chips até superaram nossas expectativas”, declarou Palem.

Primeiros testes

Os primeiros testes feitos com a nova arquitetura, que aconteceram em 2011, mostraram que cortando algumas seções dos tradicionais microchips, aprimoramentos poderiam ser alcançados de três formas: dobro de velocidade, metade da energia consumida e metade do tamanho.  Os resultados foram aprofundados ainda mais na nova versão do projeto, com a criação de um protótipo de silício 15 vezes superior aos processadores atuais.

Baixo consumo de energia

O fato dos protótipos consumirem menos energia do que seus similares atuais torna o “inexact” peça chave no desenvolvimento do tablet educacional de baixo custo I-slate, do ISAID (Instituto para Infodinâmica Sustentável e Aplicada, da Índia). O foco dos futuros aparelhos são salas de aula onde não há eletricidade e com poucos professores.
Os equipamentos devem começar sua produção a partir do ano que vem, contando inclusive com pequenos painéis solares (como os de calculadoras) como fontes de captação de energia. Quem sabe a tecnologia não chega a outros aparelhos.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Cientistas podem recriar cerveja de 170 anos encontrada em barco naufragado


Com análises químicas do líquido encontrado, pesquisadores podem reviver a bebida.


 (Fonte da imagem: Reprodução/Reuters)
Alguns cientistas finlandeses afirmam que é possível recriar uma cerveja da década de 1840, graças a uma garrafa do líquido que foi encontrada em uma embarcação naufragada. Os pesquisadores analisaram duas garrafas encontradas no naufrágio e relataram que elas não resistiram bem ao tempo, mas mesmo assim é possível recriar o líquido.
Para isso, vão usar todos os resultados obtidos com análises químicas da cerveja e ainda contar com a ajuda de especialistas no assunto. Se o processo obtiver sucesso, em breve poderemos encontrar cervejas com saber de quase dois séculos atrás à venda nas lojas. O problema é que ninguém vai conseguir dizer se ela realmente é igual à original.

sábado, 12 de maio de 2012

Objeto quântico é teletransportado a 100 quilômetros de distância


Experimento de cientistas chineses é inédito e, pela primeira vez, acontece a uma distância tão longa.
 (Fonte da imagem: iStock)
Cientistas chineses conseguiram transportar um objeto quântico a uma distância de 100 quilômetros. Embora experiências com o teletransporte quântico já existam há pelo menos 10 anos, essa foi a primeira vez que a transporte ocorreu a uma distância que poderia ter, de fato, utilidade no mundo real.
Segundo o site Technology Review, o teletransporte quântico não envolve desmaterialização e rematerialização física. O que acontece é que um fóton é utilizado para transmitir o estado quântico de um objeto para outro, permitindo assim que possa ser feita uma espécie de clone da fonte original.
Usando um laser de 1,3 watt, os cientistas desenvolveram um mecanismo de guia que permite que o fóton vá do ponto A para o ponto B sem se perder. Satélites baseados em comunicação quântica, que poderiam ser úteis para a criptografia quântica, estão entre os principais objetos de estudo da equipe chinesa. 

Os segredos de um objeto considerado o computador mais antigo do mundo foram revelados com o uso de um equipamento de Raio X.



Cientistas encontraram 27 engrenagens em antigo mecanismo (BBC)
Cientistas encontraram 27 engrenagens em antigo mecanismo (BBC)
O mecanismo Antikythera, como é conhecido, tem cerca de 2 mil anos e foi encontrado em 1901 quando um grupo de mergulhadores chegou a um antigo navio romano naufragado na costa da Grécia.
O objeto tem o tamanho aproximado de um laptop moderno e, dentro dele, estão várias rodas de transmissão e engrenagens.
Ele teria sido usado para prever eclipses solares e, de acordo com descobertas recentes, o mecanismo também servia para calcular as datas de Olimpíadas na Grécia Antiga.
A equipe internacional de cientistas conseguiu juntar em um computador mais de 3 mil projeções de Raios X, montando um Raio X em 3D.
Com estas imagens, os cientistas conseguiram compreender o mecanismo e suas engrenagens.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Bactérias magnéticas podem ajudar a fabricar 'biocomputadores', dizem cientistas

Bactérias magnéticas poderiam ser usadas na fabricação de computadores biológicos no futuro, segundo pesquisadores britânicos e japoneses.


Cientistas da University of Leeds, na Grã-Bretanha, e da Universidade de Agricultura e Tecnologia de Tóquio, no Japão, estão fazendo experimentos com micróbios que se alimentam de ferro.

Uma vez ingerido pelos micróbios, o ferro é transformado em pequenos ímãs, semelhantes aos que são encontrados em discos rígidos de computadores.

De acordo com os pesquisadores, a pesquisa, que foi divulgada na publicação científica Small, pode permitir a fabricação de discos rígidos muito mais rápidos.

Desafio em escala nano

As bactérias Magnetospirilllum magneticum, utilizadas na pesquisa, são micro-organismos naturalmente magnéticos, que costumam viver em ambientes aquáticos em regiões abaixo da superfície, onde o oxigênio é escasso.

Eles nadam para cima e para baixo, seguindo as linhas dos campos magnéticos da Terra e se alinhando aos campos magnéticos como as agulhas de uma bússola, em busca de suas concentrações preferidas de oxigênio.

Quando a bactéria ingere ferro, proteínas dentro de seu corpo interagem com o metal para produzir pequenos cristais do mineral magnetita, o mais magnético existente na Terra.

Após estudar a forma como estes micróbios coletam, formam e posicionam esses nanoímãs dentro de si próprios, os pesquisadores aplicaram o mesmo método fora da bactéria, "cultivando" ímãs que, eles esperam, poderiam ser usados no futuro para construir circuitos de discos rígidos.

"Estamos rapidamente chegando aos limites da manufatura eletrônica tradicional à medida que componentes ficam menores", disse a coordenadora da pesquisa, Sarah Staniland, da Universidade de Leeds.

"As máquinas que usamos tradicionalmente para construí-los são desajeitadas quando se trata de escalas tão pequenas. A natureza nos oferece a ferramenta perfeita para (resolver) esse problema", diz.

Fios Biológicos

Além de usar micro-organismos para produzir ímãs, os pesquisadores também conseguiram criar pequenos fios elétricos feitos de organismos vivos.

Eles criaram nanotubos feitos com membranas de células artificiais, cultivadas em um ambiente controlado, com a ajuda de uma proteína presente nas moléculas de gordura humanas.

A membrana é a "parede" biológica que separa o interior da célula do ambiente exterior.

Esses tubos poderiam, no futuro, ser usados como fios microscópicos produzidos por meio de engenharia genética, capazes de transferir informações - da mesma forma como as células fazem nos nossos corpos - dentro de um computador, explicou à BBC o cientista Masayoshi Tanaka, da Universidade de Agricultura e Tecnologia de Tóquio.

"Esses fios biológicos podem ter resistência elétrica e transferir informação de um grupo de células dentro de um biocomputador para todas as outras células."

"Além de computadores, os fios poderiam até ser usados no futuro em cirurgias humanas porque, em teoria, são altamente biocompatíveis", afirmou o pesquisador.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Scanner para celular diz se sua comida está cheia de bactérias


E. coli não escapa de anticorpos do aparelho, que deve ser usado em países pobres.
 (Fonte da imagem: Divulgação/UCLA)
Se você é uma pessoa preocupada com a higiene dos produtos que serão consumidos pela sua família, aguarde o novo aparelho desenvolvido pela Universidade da Califórnia. Cientistas de lá divulgaram a criação de um acessório que, conectado a um telefone celular, é capaz de informar se amostras de comida contêm ou não bactérias.
De acordo com o Daily Mail, com o scanner é possível detectar a presença de bactérias Escherichia coli, um bacilo responsável por uma série de doenças relacionadas com intoxicação alimentar.
O funcionamento é o mais simples possível: basta colocar uma amostra (por enquanto apenas líquida) do alimento no scanner, que é formado por tubos capilares de vidro e possui LEDs nas extremidades. Ali dentro estão também presentes anticorpos para a E. coli.
Se elas forem detectadas, uma luz fluorescente é emitida e capturada pela câmera do celular para confirmar o resultado. O telefone, que serve como um microscópio improvisado, só precisa ter um aplicativo instalado para atuar em conjunto com o aparelho.
Até agora, testes utilizando amostras contaminadas de água e leite foram um sucesso. A ideia é implantar o sensor em países em desenvolvimento, onde essas doenças são comuns e não há tecnologias portáteis para rastrear a bactéria.

Com supercomputador, USP inaugura laboratório de Astroinformática


Novo laboratório da USP conta com supercomputador capaz de realizar 20 trilhões de cálculos por segundo
Teste que levava 1 hora e meia para ser concluído agora pode ser feito em menos de 2 minutos (Fonte da imagem: USP)
Imagine um computador capaz de realizar 20 trilhões de cálculos por segundo. O número assombroso parece ter saído das páginas da ficção científica, mas felizmente faz parte da realidade brasileira. De acordo com a notícia divulgada pela Universidade de São Paulo (USP), esse é o poder de processamento do ICE, o supercomputador adquirido para o recém-inaugurado Laboratório de Astroinformática, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG).
Com 2.034 processadores, o cluster é um dos mais rápidos do mundo e deverá agilizar as tarefas de 150 professores e pesquisadores da USP e do Núcleo de Astrofísica Teórica da Universidade Cruzeiro do Sul.
No total, o equipamento vale mais de 1 milhão de dólares e a escolha do fornecedor foi feita com base em um processo de concorrência aberta. Isso permitiu que a instituição definisse a melhor oportunidade de acordo com o desempenho teórico em teraflops, memória por núcleo de processamento e velocidade de interconexão.
Alex Carciofi, um dos idealizadores do projeto de aquisição do supercomputador, disse para o site da USP que, com a competição das empresas para fechar negócio, os interessados puderam partir de uma proposta inicial de 6 teraflops e chegar a uma proposta final de quase 20 teraflops, otimizando assim o uso do dinheiro público.
Como o cluster comprado foi maior do que o planejado, a Universidade também precisou fazer algumas mudanças nas instalações que receberiam o “grande cérebro”, tendo, inclusive, que reforçar a laje da sala onde fica o laboratório. O primeiro teste de cálculo com o novo equipamento já foi realizado e surpreendeu a todos. Antes, o cluster antigo levava até uma hora e meia para realizá-lo. Com o ICE, o tempo caiu para 1 minuto e 57 segundos.


Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/supercomputadores/20751-com-supercomputador-usp-inaugura-laboratorio-de-astroinformatica.htm#ixzz1pDuxpgvn

sábado, 10 de março de 2012

Cientistas desenvolvem escudo que cria área de silêncio absoluto
No futuro poderá ser possível criar um ambiente em que nenhum tipo de som seja ouvido por quem estiver fora dele. Pelo menos isso é o que sugerem pesquisas feitas no Instituto de Karlsruhe, na Alemanha, com metamateriais. Os cientistas criaram um escudo acústico - uma região imune aos sons.


O estudo com metamateriais já criou campos de invisibilidade. Agora, os avanços nessas pesquisas chegaram ao chamado "círculo do silêncio", uma área que, combinada com um campo de invisibilidade, só pode ser vista ou ouvida por quem faz parte dela. Ninguém de fora consegue saber da existência, muito menos ouvir nada do que está sendo feito dentro daquela área, de acordo com o estudo.


O "círculo do silêncio" foi criado usando um material artificial com dois polímeros, um macio e um rígido, montados em uma placa de 1 mm de espessura. Esses polímeros foram misturados e criaram 16 metamateriais diferentes, que foram dispostos sobre a placa. Isso permite controlar as ondas de som e sua direção de propagação, criando, assim, uma área de silêncio absoluto.


A estrutura do metamaterial faz com que as ondas não entrem nem saiam do círculo, impedindo que qualquer pessoa fora desse local consiga ouvir o que é dito lá dentro. Em contrapartida, também é impossível para as pessoas de dentro ouvir o que vem de fora - ou seja, é uma área completamente isolada do mundo exterior.

sexta-feira, 9 de março de 2012


Coca-Cola e Pepsi mudam fórmula para evitar câncer

Medida foi adotada depois que a Califórnia classificou um componente químico presente no corante caramelo como substância cancerígena.
 (Fonte da imagem: Redaccion)
A Coca-Cola e a Pepsi anunciaram que vão mudar a fórmula dos seus refrigerantes de cola de forma a evitar uma alerta de risco de câncer. A medida foi tomada depois que o estado da Califórnia incluiu na lista de substâncias cancerígenas um elemento químico que pode ser encontrado no corante caramelo, presente nos refrigerantes.
O centro de Ciência para Interesse Público e entidades de proteção ao consumidor também pressionaram as empresas a repensar a utilização da substância em suas bebidas. Segundo as entidades, o 4-metilimidazol pode ser associado com o desenvolvimento do câncer se consumido em quantidade excessiva.
O FDA, órgão norte-americano que regula remédios e alimentos, havia avaliado que para correr risco de desenvolver câncer a partir do uso de refrigerantes seria preciso consumir nada menos do que mil latinhas por dia.
“Embora acreditemos que não haja risco para a saúde pública que justifique as mudanças, pedimos aos fornecedores de caramelo que alterem as substâncias para que os produtos não estejam sujeitos à exigência de um aviso sem fundamento científico”, destacou Diana Garza, representante da Coca-Cola.
Tempestade solar passa sem grandes danos
As erupções apenas ameaçou interrupções de energia; companhias aéreas desviaram voos para prevenção



Uma tempestade solar anunciada como a mais forte em cinco anos já se dissipou, informaram especialistas 
dos Estados Unidos. A erupção fez com que algumas companhias aéreas desviassem seus voos, ameaçou interrupções de energia e causou uma impressionante aurora boreal.

Uma série de erupções no Sol esta semana emitiu radiação e plasma solar a grande velocidade na direção da Terra, mas, por fim, a tempestade geomagnética registrou o nível mais baixo, G1, em uma escala de cinco.

"Nossos meteorologistas realmente tiveram que lidar com isto", disse Joseph Kunches, cientista da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês).

A NOAA havia previsto que a tempestade poderia alcançar o nível três ou "forte" e que seria a pior desde 2006. A Nasa (agência espacial americana) havia informado, inclusive, que poderia ser "grave". "É muito difícil para os meteorologistas, literalmente quase impossível, enquanto observam a ejeção de massa coronal que sai do Sol, poder prever a orientação do campo magnético intrínseco", disse.

Kunches declarou que não houve informações de interrupção dos sistemas de GPS (geoposicionamento global), nem de problemas de energia elétrica, e que a aurora boreal será visível mais ao norte do inicialmente previsto pela NOAA.

Impacto

No entanto, afirmou, o impacto pode piorar nas próximas 24 horas, enquanto a tempestade continuar. A NOAA e a Nasa advertiram na quarta-feira que a tempestade poderia afetar os sistemas de navegação GPS, satélites e redes de energia, e que o fenômeno já tinha levado algumas companhias aéreas a mudar as rotas de voo próximas aos polos.

Segundo a Nasa, os astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) não foram afetados pela tempestade de radiação.

As tempestades geomagnéticas e de radiação são cada vez mais frequentes à medida que o Sol passar de seu período de atividade mínima para máxima nos próximos anos, mas as pessoas estariam protegidas pelo campo magnético da Terra.

No entanto, alguns especialistas estão preocupados porque, como a dependência da tecnologia de navegação GPS é maior do que era durante o último máximo de atividade solar, poderia haver mais transtornos na vida moderna.

A perturbação começou na noite de domingo em uma região ativa do Sol denominada 1429, com uma grande labareda solar associada a uma rajada de vento solar e plasma, conhecida como ejeção coronal de massa, que se precipitou para a Terra a 6,4 milhões de quilômetros por hora.

Duas erupções solares e uma ejeção coronal de massa na madrugada da quarta-feira desencadearam em seguida forte radiação solar e tempestade geomagnética, ambas no nível três em uma escala de cinco.

A Nasa indicou que a primeira dessas duas erupções - classificadas na potente classe X e dirigidas diretamente para a Terra - foi a maior deste ano e uma das maiores deste ciclo conhecido como mínimo solar, que começou no início de 2007. De fato, só foi superado por uma mais forte, em agosto passado.

As labaredas solares só causaram breves apagões de raio de alta frequência, segundo a NOAA. Kunches disse que os meteorologistas estavam tentando equilibrar a necessidade de alertar as pessoas e, ao mesmo tempo, não dar prognósticos que provoquem falsos alarmes.

"Como dar uma boa informação aos usuários para protegê-los e que lhes permita tomar medidas de precaução, sabendo que na realidade poderia chegar a não ser tão grave como se poderia pensar?", questionou. "Realmente nos preocupa dar falsos alarmes", acrescentou.

Como a lua afundou o Titanic




Um estudo sobre as marés tira parte da culpa do capitão do Titanic, Edward Smith, 100 anos depois do acidente. A poucos dias do centenário do famoso naufrágio, que aconteceu em 15 de abril de 1912 e matou 1.516 pessoas, um grupo de pesquisadores da Universidade do Estado do Texas encerrou o trabalho que busca examinar a influência da lua na presença de tantos icebergs na época e local do evento.
Desde o naufrágio, pesquisadores tentam entender o que levou o Capitão Smith a ignorar o aviso da presença de icebergs nas águas em que navegava. Segundo historiadores, Capitão Smith foi escolhido para liderar o Titanic por ser um dos mais cautelosos e experientes marinheiros da época. Smith já havia navegado várias vezes o Atlântico norte, e conhecia muito bem a rota.
Segundo o físico Donald Olson, os icebergs da Groelândia costumam encalhar nas águas rasas da província canadense Labrador, e só podem continuar em direção ao sul quando derretem e perdem volume. A não ser que uma maré alta os empurre dali, os icebergs chegam às rotas dos navios apenas quando já estão praticamente inofensivos.
A equipe de Olson investigou a especulação do oceanógrafo Fergus Wood, de que a lua se aproximou da Terra de maneira rara em janeiro de 1912, e produziu marés tão altas que mais icebergs se separaram da Groenlândia e boiaram para o sul, ainda sem derreter. Naquele mês, dos últimos 1.400 anos, foi quando a lua esteve mais próxima da Terra. Olson também acredita que outro evento tenha aumentado ainda mais a maré: em 4 de janeiro de 1912, o sol e a lua se alinharam, de maneira que a força gravitacional dos dois objetos se somou.
“Essa configuração maximizou a força da lua sobre as marés nos oceanos da Terra. Isso é marcante”, afirma Olson. A pesquisa determinou que para alcançar a rota dos navios na metade de abril, o iceberg que foi atingido pelo Titanic deve ter se soltado da Groenlândia em janeiro de 1912. A maré alta causada pela combinação de eventos astrológicos teria sido suficiente para soltar icebergs da geleira e oferecer espaço suficiente para que eles boiassem por cima das águas rasas de Labrador e se movessem em direção às rotas marítimas.
A descoberta da equipe de Olson pode tornar o Capitão Smith inocente, por demonstrar que ele tinha um bom motivo para não se preocupar com a notícia de que havia um iceberg por perto, afinal, as pedras de gelo não deveriam ser tão numerosas ou grandes quanto foram. [Reuters]

quinta-feira, 8 de março de 2012


Cobra-fantasma assombra Marte

Imagem curiosa capturada pela NASA revela fenômeno raro de ser visto sobre o solo do planeta vermelho.

 (Fonte da imagem: NASA)
Olhe atentamente para a imagem acima. Não é muito fácil de explicar o que é exatamente essa cobra de fumaça que serpenteia sobre o solo do planeta vermelho. A foto foi capturada pela Imaging Science Experiment Camera, acoplada à Mars Reconnaissance Orbiter.
Segundo a NASA, a explicação é mais simples do que parece. “A foto foi tirada em uma época do ano na qual o planeta está mais distante do Sol. Assim como na Terra, os ventos em Marte são alimentados por aquecimento solar, o que faz com que nuvens de poeira sejam comuns em determinados períodos”, explicou a agência em nota.
Ou seja, a cobra fantasma que você vê na foto nada mais é do que uma nuvem densa de poeira sendo varrida ao sabor do vento em meio à solidão da região Norte de Marte.
Nova arma dá choque, cega, dispara, pulveriza e não mata!
Inventor norte-americano desenvolve arma não letal quatro em um.

 (Fonte da imagem: Reprodução/Free Patents Online)
Joel Braun, um inventor norte-americano, acaba de patentear uma nova arma não letal que reúne as características dos principais dispositivos desse tipo em uma única estrutura.
O sistema do inventor combina uma arma de choque, gás lacrimogêneo, projéteis não letais e uma luz intensa que pode cegar e desorientar o inimigo. As quatro opções se encontram em um menu facilmente acessível, e o proprietário pode escolher em poucos segundos se deseja utilizar qualquer uma das opções de forma individual ou lançar uma combinação quase mortal contra o adversário.
Caso seja produzida, a arma “quatro em um” ficará presa ao braço do indivíduo, de forma que ofereça fácil acesso. Ao final dela, existirá um bocal para a saída do gás lacrimogêneo, um cano para a munição, uma lanterna de luz intensa e o dispositivo de choque. Tudo será carregado por meio de uma bateria, e as munições ficarão armazenadas em um compartimento localizado nas costas do soldado. Uma variedade de gatilhos servirá para controlar cada uma das opções da arma, e alguns botões servirão para ajustar a intensidade do ataque.
De acordo com Braun, soldados e policiais arriscam suas vidas todos os dias, mesmo carregando um verdadeiro arsenal nas costas. Uma arma como esta, evitaria a necessidade de que eles tenham que decidir o que deve ser utilizado em determinadas situações, diminuindo, assim, o risco de que sejam abatidos.

Sonda espacial fica cega devido à tempestade solar

Tempestade em curso desde o fim de janeiro de 2012 corta todas as comunicações de nave da Agência Espacial Europeia.


Radição de tempestade solar deixou "cega" sonda espacial europeia. (Fonte da imagem: Space Weather)


A Terra estava sob alvo de uma das maiores tempestades solares dos últimos anos, o que poderia acarretar em interferência nas comunicações de forma generalizada. Pois uma das vítimas do fenômeno é a sonda espacial Venus Express, da ESA, a Agência Espacial Europeia.
Responsável por observar a atmosfera de Vênus, o segundo planeta mais próximo do Sol no Sistema Solar, a sonda lançada em 2005 está inoperante há cerca de dois dias, segundo o Slash Gear. Suas câmeras startracker pararam de funcionar devido ao excesso de radiação.
Como funciona com energia solar, a sonda precisa que seus painéis estejam sempre na mira do Sol. Normalmente, isso é feito de forma automática, com o equipamento se guiando por meio da interpretação das imagens captadas por suas câmeras. Os controladores gerenciam manualmente a sonda, movendo seus giroscópios, enquanto tentam devolver o funcionamento às startrackers.